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Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Vinil e Purpurina

Parafernálias sobre a minha vida e a minha mente.

Ter | 17.07.18

Coisas de irmãs #3

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Acordamos pelas 7h00 da manhã todos os dias.

Geralmente a rotina é sempre a mesma: enquanto o Milton toma banho e se despacha, preparo o pequeno-almoço das miúdas e o lanche para levarem para a escola. Depois, enquanto o Milton come, visto as miúdas, lavam os dentes, penteio-as e ficam a ver desenhos animados 8 5 a 10 minutos) até sairem.

Se tiver oportunidade aproveito para adiantar alguma refeição como sopa para a noite ou papas de aveia para a Maria comer durante a semana.

Consigo fazer isso porque não gosto de comer logo que me levanto e as miúdas comem sozinhas.

Hoje a Maria estava especialmente aborrecida e eu estava a dar-lhe a comida à boca. A Lara, que entretanto já tinha acabado de comer e já tinha colocado o seu prato na bancada junto da loiça para lavar, pede-me para ver desenhos animados (que costumo deixar sempre que se despacha cedo). Disse-lhe que estava um bocadinho ocupada, porque já tinha começado a fazer papas de aveia e perguntei se poderia ajudar-me dando o pequeno-almoço à Maria enquanto eu terminava as papas. Prometi que logo que a Maria acabasse de comer colocaria desenhos animados para as duas e ela poderia escolher.

E assim foi. A Lara acedeu logo e deu o pequeno-almoço todo à Maria e ainda colocou o prato dela na bancada.

A Maria, a achar graça ao facto de ser a irmã a dar-lhe a comida, ficou logo bem disposta e comeu tudo muito bem, sempre com um sorriso malandro na cara.

As crianças conseguem mesmo ser surpreendentes! E queridas! :D 

Seg | 16.07.18

Que belo piquenique de São João!

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A creche da Maria organizou um piquenique de São João, aberto a familiares e amigos das crianças da creche.

Gravidíssima e de pés inchados por causa do calor, achei que era melhor não ir mas a educadora da Maria, com toda a sua sabedoria e boa vontade, insistiu um pouco com o Milton e ainda bem que o fez porque o piquenique foi mesmo muito giro!

Fomos com um casal de amigos que também tem dois filhos pequenos (tenho que lhes pedir autorização para colocar os nomes aqui porque falo deles com frequência) e passámos o dia todo no Pinhal da Paz, uma reserva florestal de recreio que é um autêntico luxo de beleza natural e espaço para os mais pequenos.

O Pinhal da Paz tem extensas zonas relvadas, muitas zonas de churrasco belíssimas e bem equipadas, várias casas de banho em boas condições, dois parques infantis muito bem inseridos na paisagem, uma reserva de animais e paisagens de uma beleza verdadeiramente impressionante, até para quem já vive nos Açores desde sempre.

Voltando ao piquenique, foi mesmo muito giro. A organização do piquenique, da qual fizeram parte alguns pais, não se poupou a esforços para proporcionar momentos muito divertidos a todos. Existiram jogos tradicionais, 2 pula-pulas, concurso de guarda-sóis que apareceram todos decorados, dando ainda mais alegria e cor ao piquenique (também decorámos o nosso) muita música e convívio.

A Lara, a Maria e os seus amiguinhos divertiram-se muito e ainda estou para saber onde é que as crianças encontram tanta energia para andar a correr e a pular o dia todo e ainda pedirem para passear mais ao final do dia, quando já estamos a regressar a casa.

As crianças fizeram jogos tradicionais, a Maria foi dançar com o pai para o palco, a Lara e um amiguinho estiveram a dar comida a um veado jovem (foi tão giro!) durante um passeio que fizémos pelo parque, andaram no pula-pula e nos baloiços do parque, brincaram na terra, jogaram à bola, às corridas... foi um dia cheio de coisas boas!

Quando me sentei, já em casa, senti um cansaço de 100 kg abater-se sobre mim mas no piquenique, a ver a alegria das crianças, não senti cansaço nenhum. Estava ótima!

As miúdas chegaram a casa literalmente pretas de tanta sujidade e, depois do banho, aterraram na cama e dormiram a noite toda lindamente.

 

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Dom | 15.07.18

A trotineta da Lara

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O Milton queria comprar uns patins para a Lara.

Nunca achei piada nenhuma à ideia de uns patins tão cedo por isso foi com enorme agrado que verifiquei que, na loja onde fomos, não existiam patins para o tamanho dela.

Como aquela nos parecia a melhor loja de desporto não pensámos em procurar patins noutro sítio e o Milton resolveu comprar antes uma trotineta.

A Lara costuma andar de trotineta na escola, já com alguma desenvoltura, o que nos pareceu um bom motivo para lhe comprar uma para usar aos fins de semana e nas tardes de verão.

Viemos para casa com uma trotineta cor de rosa, daquelas com duas rodas à frente, capacete, joelheiras e cotoveleiras.

O Milton foi dar a primeira volta com ela e disse que tinha corrido muito bem.

Quando fui também e vi a Lara a andar de trotineta fiquei muito surpreendida com a agilidade dela. Andava muito à vontade, fazia descidas rapidamente e de forma segura e parecia que já andava de trotineta há meses. Bom... se calhar anda mesmo há meses, na escola.

Realmente tenho que assumir de uma vez por todas que a Lara gosta destas coisas, que isto a faz feliz e deixar de andar sempre colada a ela a dizer-lhe para não fazer isto e aquilo. Ela já tem 4 anos e uma agilidade física maior que lhe permite fazer as coisas com mais segurança.


Decidi descontrair um bocado e nem quando ela se estatela no chão eu fico muito preocupada (obviamente porque tem o capacete e as proteções para os braços e as pernas). Acho mesmo que as proteções são das coisas mais úteis que já foram compradas para a Lara. Faz mesmo toda a diferença nas feridas dela que serão muito menos e ainda mais nos nervos da mãe que ficam menos esfrangalhados.

A única questão é que a trotineta é muito cobiçada pela Maria que também quer andar e já dá ao pézinho a imitar a irmã.

Normalmente levamos o triciclo da Maria para ela andar enquanto a irmã anda de trotineta mas já se sabe que as crianças querem sempre o mesmo brinquedo e não é raro andarem as duas a disputar a trotineta.


Vamos aproveitar para treinar com elas a paciência, essa virtude tão útil quanto complexa. :P

 

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Sab | 14.07.18

Coisas de irmãs #2

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A Maria, com 2 anos, imita tudo o que a irmã faz e segue-a para todo o lado.

Uma das últimas brincadeiras delas é ficarem deitadas, na sala, a verem desenhos animados.

A Lara coloca almofadas no chão, vai buscar uma manta e deitam-se as duas, muito sossegadinhas, a ver desenhos animados. 

Não sei bem como é que isto funciona mas o facto é que a Maria odedece á irmã e fica ali sossegadinha imenso tempo. E a Lara mostra uma paciência admirável a conversar calmamente com a irmã para a convencer a deitar-se sossegada.

:)


E nós a aprendermos com as crianças como se faz! :P 

 

Sex | 13.07.18

Da biblioteca #10

Esta semana trouxe livros muito diferentes (uns dos outros) para a Lara. Ela está numa fase em que se começa a interessar pelo funcionamento das coisas e mais pelos "porquês" do que pelos "como" pelo que decidi apostar em livros "mais enciclopédicos".

Para a Lara, 4 anos:

"De onde vêm as coisas"

É um livro muito giro, cheio de abas e janelinhas, que explica a origem e o processo de distribuição das coisas que fazem parte do nosso quotidiano: as nossas roupas, a nossa comida, os diversos produtos que utilizamos.
É mesmo muito interessante e adequado para crianças de 4 anos. A Lara gosta muito dele e ouve-me a ler com toda a atenção.


"Horas"

Há uns dias que a Lara tem pedido para levar o relógio que a avó lhe ofereceu para a escola. Também nos pergunta as horas com frequência. Achei que eram claros sinais de que estava na altura de lhe começar a ensinar as horas. E este livro é uma boa ajuda. 
O livro fala das horas e das várias atividades que fazemos a horas diferentes e também ensina as estações do ano, os meses, etc.


"O bebé"

Nesta gravidez a Lara tem-se revelado muito mais curiosa sobre o bebé e a forma como "surge". Já lhe expliquei a verdade de uma forma simples e sem grandes pormenores. Este livro é engraçado (exceto no que diz respeito às imagens das quais não sou fã) e tem uma linguagem clara e simples. Já o lemos várias vezes.


"Contos num minuto"

Tenho apostado em livros que têm várias histórias pequenas para ler à Lara antes de dormir. Assim não temos que ler sempre o mesmo e vamos diversificando o repertório de contos. Daqui ainda não li nenhuma mas depois de o folhear na biblioteca achei que podia ser interessante. Vamos ver.


"Os três ursos" e "A lebre e a tartaruga"

São contos pequeninos que se leem bem e são práticos para transportar para qualquer lado. Costumo levá-los quando vamos sair para entreter a Maria e a Lara num café, por exemplo.


"Anita e a visita de estudo"

Já há algum tempo que não trazia livros da Anita e este pareceu-me adequado, já que a Lara começou a fazer este ano algumas visitas de estudo.


"O lobo e os 7 cabritinhos"

É uma das histórias da minha infância e, apesar de o ter trazido mais para a Maria (tem figuras fofinhas para tocar e efeitos com tecidos e relevos brilhantes), a Lara também gosta bastante dele.


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Qui | 12.07.18

Dois artigos para recém nascido para comprar nos saldos

Babygrows e pijaminhas ou fatinhos de algodão de duas peças.

 

São as peças mais práticas para os bebés pequenos e foram o que mais usei nos primeiros meses das crianças.

 

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Agora, em época de saldos, vale muito a pena comprar estas peças para o enxoval dos bebés. Mesmo para o inverno porque muitas peças de manga comprida e mesmo de veludo também têm desconto.

 

Aconselho a comprarem mais peças a partir de um mês (1/3 meses) porque as de recém nascido deixam de servir num instante e as de 1 mês, com umas dobrinhas nas mangas (se for preciso) servem bem desde os primeiros dias.

 

Quanto às roupinhas nem sei dizer se prefiro babygrow completo ou fatinhos de duas peças. Ambos são muito práticos e confortáveis para os bebés por isso tive sempre dos dois modelos.

 

Em relação aos babygrows também não me faz qualquer diferença abotoarem à frente ou atrás por isso tive, também, dos dois.

 

Deixo-vos algumas sugestões de artigos que podem aproveitar para comprar com antecedência nos saldos. Consegue-se poupar muito dinheiro comprando agora com a certeza de que são as peças que mais se vão usar nos primeiros meses dos bebés.



Clicar nas imagens para ver preços e detalhes.


Qui | 12.07.18

Senti-me tão feliz pela minha filha! E por mim também.

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Sempre fui uma criança tímida. 

Hoje ainda sou tímida, mas em criança a minha insegurança e a minha timidez eram muito mais acentuadas, impedindo-me de vivenciar as coisas com descontração e alegria.

Nunca tive muitas crianças (ou adultos) com quem brincar e mesmo quando entrei na escola pela primeira vez (ainda tinha 5 anos) nunca fiz muitos amigos nem brincava muito com as outras crianças. Lembro-me de estar permanentemente assustada, insegura e com medo de qualquer coisa. A escola não ajudava, certamente, porque sempre tive turmas complicadas com muitas crianças mais velhas que tinham lares problemáticos mas também era muito da minha personalidade.

A Lara é muito parecida comigo. É um bocadinho reservada o que a leva a, por exemplo, não responder quando alguém que ela não conhece bem fala com ela ou a não cumprimentar as pessoas quando as encontra. 

Na penúltima festa da escola, tinha ela 2 anos, chorou muito na apresentação. O ano passado não fomos porque a Maria tinha acabado de nascer.

Acho que chorei também e fiquei muito ansiosa com aquela situação porque, claramente, ela não estava a gostar de estar ali no palco, e eu não podia fazer nada. Tive vontade de a ir buscar e tirar dali mas não o fiz e depois de estar connosco ela já estava bem disposta e alegre.

Sei que é uma situação normal, nada de especial, as crianças choram mesmo e numa situação estranha nada mais comum que isso.

Mas custou-me porque sei o que é estar desconfortável em frente a uma pequena multidão e, não havendo real necessidade, não queria ver a minha filha a passar por isso.

Por isso estava muito apreensiva em relação à festa da escola deste ano.

A Lara falava disso com entusiasmo e não se mostrava nada incomodada com a sua atuação numa peça de teatro mas eu estava um bocadinho apreensiva. Ainda por cima os minutos antes de chegarmos à escola tinham sido tensos e com alguns ralhetes, comigo cansadíssima e cheia de calor (o tempo estava super húmido e abafado e eu, grávida de quase 8 meses, estava com um humor particularmente impaciente), a termos que levar a Maria e a Lara para sítios diferentes, numa escola cheia de pais e de crianças na mesma situação que nós... Bom, chegámos lá com as duas (eu a Lara) com uma grande tromba e eu fiquei com receio que isso ainda a ajudasse menos durante a atuação.

Lá fomos e chegou a vez da turma da Lara representar uma pequena peça em que ela ia fazer de passarinho junto com alguns coleguinhas.

E lá vinha a Lara, com a sua roupinha amarela, uma asas giríssimas coloridas e um bico de papel muito cómico, a saltitar e a correr toda feliz entre as árvores do teatrinho. Tão crescida, tão à vontade e tão feliz!!!!
Ela estava mesmo a divertir-se, isso era notório. Esteve muito bem a peça toda, tal como os outros meninos, e ainda esteve na brincadeira com outro menino (um passarinho azul) enquanto aguardava uma outra parte da peça.

Ela viu-nos, chamou-me e fartámo-nos de acenar uma à outra durante a peça. Sim, parece que sou uma dessas mães. Passei o tempo todo como uma tonta a mandar-lhe beijinhos e a acenar-lhe. Sempre que precisava de se concentrar ignora-me e concentrava-se na letra da música que estavam a cantar, muito séria. Saiu da peça a acenar-nos, toda contente.

Minha querida filha! Tão diferente de mim afinal!

Não consigo mesmo explicar o que significa para mim vê-la tão à vontade e tão feliz na escola!

Sei que não devemos projetar-nos nos nossos filhos e não devemos querer que eles sejam o que nós não conseguimos ser mas eu não consigo mesmo resistir a querer que ela tenha uma coisa que eu não tive: uma infância muito feliz!

 

Apoia-la-ei no que ela quiser fazer na vida. Não faço questão nenhuma que ela tenha esta ou aquela profissão ou faça este ou aquele desporto. Isso é com ela. Mas farei tudo o que poder para a ajudar a ser uma pessoa autónoma, independente, desenrascada e com capacidade para ser muito alegre e feliz!

Mais tarde soube que ela é que escolheu ser um passarinho na peça. Portanto as crianças tiveram liberdade para escolher o papel que iam interpretar, se assim o desejassem. Isso não preço. A educação das miúdas é o nosso maior e melhor investimento. Tanto quanto sei, não as ensinam a ler e a escrever com 4 anos. Mas sabem, muito bem, como as ajudar a ter uma infância com valores e sobretudo, com um lugar muito especial reservado para a alegria, brincadeira e divertimento.


Qua | 11.07.18

Para fazer nas férias com os miúdos #1

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Ou ao fim de semana, ou sempre que estiver bom tempo e houver uma folga para passar tempo com as crianças.

Uma coisa é certa: ficar muito tempo num apartamento com duas crianças pequenas, num dia de sol é só uma loucura imensa.

Então, se não tivermos muito tempo para preparações, agarramos numas frutas e em algo que se coma rápido, alguns brinquedos de praia, um ou dois livros, umas mantas, a trotineta da Lara e vamos para um jardim passar umas boas horas.

Não é preciso mais nada. Elas divertem-se imenso a passear, a correr de um lado para o outro e até a ouvir os passarinhos. É uma lufada de ar fresco para todos.

No domingo, sem planos de maior, fomos de manhã para um jardim, almoçámos por lá, a Lara andou de trotineta, a Maria de triciclo, desenhámos com giz, fizemos bolhas de sabão, lemos, brincámos e depois fomos para casa para a Maria dormir a sesta.

Logo que ela acordou fomos para outro jardim, bebemos café e lanchámos por lá com uns amigos e passamos o resto da tarde a passear e a vê-los andar de baloiço e escorrega.

Às vezes é mesmo bom não ter planos muito complexos nem atividades muito específicas para fazer. É só sair de casa com o minimo indispensável e deixar as crianças serem crianças à vontade, de preferência num sitio ao ar livre, com muita natureza à volta e muito espaço para correr e brincar.


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Ter | 10.07.18

Os adorados churrascos de verão

Há lá coisa melhor que fazer churrascos de verão com os amigos? 

Somos fãs e os miúdos também.

Temos um sítio preferido e, sempre que se proporciona, lá vamos nós.

Comemos bem, conversamos, divertimo-nos e os miúdos adoram brincar uns com os outros e correr livres pela relva. 

Dificilmente consigo imaginar passar o tempo de forma mais agradável com crianças.

E, para rematar tudo com chave de ouro, as crianças estão tão cansadas no final do dia que depois do banho (nem se janta depois de uma tarde de churrasco) adormecem maravilhosamente bem! :D

 

 

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Seg | 09.07.18

O desfralde da Maria #1 Os primeiros 2 dias em casa

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Começámos o desfralde da Maria mal ela fez os 2 anos de idade.

Não foi propriamente pela idade mas foi porque começaram a fazer o desfralde na creche e a Maria já mostrava sinais de estar preparada:


- Comunica muito bem e diz claramente chichi e cocó.

- Já fez vários cocós e chichis no bacio.

- Mostra quando tem vontade de fazer chichi ou cocó e diz quando fez.

Como vamos ter mais um bebé daqui a menos de um mês, achámos por bem pedir na creche que iniciassem o desfralde da Maria duas semanas mais cedo do que o previsto (a turma dela foi dividida em duas e ela estava no segundo grupo) com a esperança de que, quando o bebé nascer, o processo já esteja numa boa fase. Em Agosto teremos 3 crianças pequenas em casa e isso poderá, sem dúvida, afetar o desfralde se estiver no início, para além do facto de afetar o nosso sistema nervoso.

De modo que na quarta-feira passada, a Maria foi de cuequinhas para a escola.

De quarta a sexta parece que fez quase todos os chichis na roupa e um ou dois na sanita ou no bacio. Normal. Em casa teve poucos "descuidos" porque nós sentávamos a Maria no bacio durante bastante tempo, entretendo-a com desenhos animados, livros e brinquedos.

E chegou o fim de semana e os primeiros dois dias inteiros de desfralde em casa.

O sábado foi muito difícil. Algo aconteceu durante um dos cocós que a deixou desconfortável e com pânico de estar sentada no bacio (se calhar o facto de se ter sujado muito ou de termos insistido em que ficasse sentada no bacio).

Ou, se calhar, estava só confusa com esta nova situação de fazer chichi e cocó sem ser na fralda e exprimia o seu descontentamento chorando e gritando. O facto é que, a determinada altura, sempre que tinha vontade de fazer chichi avisava e começava logo a chorar, fosse para sentar no bacio ou não.

Nós nunca ralhamos com ela por fazer no chão. O que fazemos é mostrar entuasiasmo e alegria (moderadamente) sempre que fazia um chichi no bacio.

Fosse como fosse, o sábado foi passado com a Maria a berrar e a espernear sempre que a sentávamos no bacio. Via-se mesmo que ela estava a estranhar aquela situação e eu cheguei a ponderar desistir do desfralde por agora.

Fiquei mais apreensiva porque a fralda da noite veio vazia e via-se que ela estava a reter o chichi. Fiquei com receio que ganhasse alguma infeção urinária ou algo do género.

O Milton disse-me para esperarmos mais uns dias para ver se algo mudava entretanto.

Sempre que a Maria estava calma conversávamos com ela sobre o bacio e sobre o uso de cuequinhas. Diziamos que ela agora era uma menina crescida como a Lara e devia fazer chichi e cocó no bacio, que isso era uma coisa boa, blá, blá.

Também lhe demos bastante chá de funcho para ela fazer mais chichi.

Ao fim de algum tempo lá começou a fazer chichi mas sempre a reclamar.

E chegou o domingo. Fralda da noite seca, outra vez.

Mas... de alguma forma, a Maria foi-se acalmando gradualmente e chegou a uma altura em que avisava que queria fazer chichi, ia ao bacio e, calmamente, fazia. Fiquei completamente surpreendida com esta mudança de um dia para o outro. 

Durante o domingo não fez chichi no chão uma única vez! O cocó foi mais difícil e acabou por fazer na fralda, durante a sesta. Tudo bem.

Ainda bem que não desistimos do desfralde ao primeiro dia inteiro sozinhos com ela. Vejo agora que me estava a precipitar levada pelo cansaço de ter duas crianças pequenas a chamar a atenção, as coisas para fazer em casa, e o stress de sentir muito desconforto e dores sempre que me tinha que sentar com ela no chão e levantar-me de novo. O Milton é que estava com a Maria a maior parte do tempo mas se pensarmos que ela ia ao bacio de 10 em 10 minutos porque dizia que queria fazer chichi (embora muitas vezes não fizesse) acabámos por ter que ir os dois à vez porque o outro estava a fazer outra coisa qualquer.

O domingo foi um sonho em relação ao sábado. Já não nos preocupavamos com acidentes porque a Maria avisava sempre antes de fazer chichi e aguentava sempre até chegar ao bacio. Praticamente tivemos um dia normal com duas crianças pequenas. Nem sei explicar isto.

Depois de pensar um pouco mais vejo que a Maria, sempre que é contrariada ou está apreensiva, chora, grita e esbraceja com bastante vigor. É a personalidade dela. Com o desfralde manisfestou-se de acordo com a sua personalidade. Habituando-se à ideia de fazer chichi no bacio acabou todo o choro e o stress. :D

Vamos ver como corre o resto da semana.

Em breve farei um texto sobre as (muitas) diferenças entre o desfralde da Lara e da Maria.
 

Dom | 08.07.18

Maria #12

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Quase todos os dias é a mesma coisa.

Vamos busca-la à creche e logo que nos vê começa a fugir para o fundo da sala a correr.

Ela quer continuar a brincar e nunca tem vontade de sair da escola. :D

Tem que ser uma das senhoras da creche a ir busca-la ao colo e, algumas vezes, ela vem de má cara e a reclamar.

Quando chega ao carro, fica mais bem disposta e começa a cantarolar e a brincar com a Lara, mas para sair da creche é sempre a mesma coisa. :P

Só não fico envergonhada porque a Lara é o oposto e fica eufórica e super feliz quando nos vê. 

Se fosse só pela atitude da Maria as pessoas ainda pensavam que tratamos tão mal as miúdas que elas nem querem vir connosco para casa. :P

 

Sab | 07.07.18

O mais recente vício da Maria

A chucha e a almofada.

Com quase 2 anos, já devia estar a largar a chucha mas à semelhança do que aconteceu com a Lara, agora é que está mais apegada à chucha. E à almofada!

Logo que chega a casa vai logo buscar uma chucha e a sua almofada pequenina e anda com ela pela casa toda contente.

De vez em quando coloca a almofada no chão, ou no sofá, ou encostada ao pai ou a mim e deita a cabecinha nela. :D Tão fofa!

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Sex | 06.07.18

Uma reflexão sobre a evolução do meu biquíni

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A imagem que vêm ali em cima podia bem ser a do meu fato de banho há uns anos atrás (vários anos). Usava sempre uma espécie de "asa delta" ou algo mais pequeno ainda (se é que me entendem). O limite era mesmo o nudismo.

Não era por nada mais do que não gostar de marcas de biquíni visíveis. Quanto mais conseguisse bronzear melhor. Não que alguma vez tivesse conseguido algo parecido com um bom bronzeado - era mais vermelho lagosta, pele a cair e branca outra vez - mas pronto, vivia naquela ilusão de bronzear a maior quantidade de pele possível.

Também não tinha propriamente um corpo escultural mas acho que podia vestir aquilo (o mais certo é estar bastante iludida mas sempre me senti confortável com biquínis pequenos).


Hoje em dia... quanto mais pano melhor. 

Comecei por usar fatos de banho e agora estou interessadíssima numa coisa que desconhecia completamente até este ano: o tanquíni.

Parece-me perfeito. 

Não que queira esconder alguma coisa ou algo do género mas já desisti de mudar de cor e sinto-me muito mais confortável e até bonita com fato de banho completo do que com biquíni. Tenho tendência para ser magra (não agora que estou grávida de 8 meses) e o meu propósito não é esconder a barriga ou o rabo. O que quero mesmo é estar confortável. Prezo bastante não ficar com uma mama de fora quando vem uma onda mais forte e não ter a parte de baixo do biquíni a fugir para zonas recônditas.

 

De modo que posso bem aproveitar os saldos para adquirir umas destas interessantes peças.

Alguém por aí usa tanquíni? Que tal?

O facto é que isto é uma novidade para mim, mas acho-os muito bonitos mesmo.

 

Clicar nas imagens para ver preços (belos preços por acaso) e tamanhos disponíveis.





Quanto a partes de baixo, as minhas preferidas passaram a ser as de cintura mais subida que, por ter a anca mais larga acho que me ficam melhor. E também são muito mais confortáveis.

Adoro estas abaixo, com preços fantásticos desde pouco mais de 5 euros (clicar para ver preços).


 

 

 

 

 

Sex | 06.07.18

Elas fazem sempre uma festa antes de dormir!

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E nós não nos importamos nada.

Há alguns dias começámos a deitar a Lara e a Maria ao mesmo tempo, às 21h00. Antes, a Maria dormia pelas 20h00 e a Lara pelas 21h00.

Agora aguentamos a Maria até às 21h00: fazemos a rotina normal e depois brincamos e lemos histórias até à hora de dormir. 

E tem corrido muito bem.

Elas ficam sempre na brincadeira, cada uma na sua cama, a cantar, a rir e a fazer palhaçadas. Às vezes isso dura uma hora.

No inicio nós íamos lá dizer para se calarem e dormir. Agora não. Deixamos-las estar à vontade, a cantar, a rir e a ser irmãs até que decidam por elas próprias dormir.

É sempre a mesma sequência: cantam os parabéns a alguém, riem muito, a Lara inventa letras de músicas e a Maria segue-a, batem palmas, riem, cantam mais e riem mais.

E assim tem acontecido. Fazem a festa toda durante um tempo e depois, o silêncio e a calma. :)

Qui | 05.07.18

Uma reflexão e vestidos mesmo giros por menos de 15 euros

 

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Acho que me preocupo de menos com o meu aspeto físico.

Quase todos os dias decido que vou mudar isso mas é como com as dietas: fica sempre para amanhã.

E a culpa não é de ter crianças pequenas, ou pouco tempo ou muito que fazer. Sou um bocado assim. Às vezes, não quero mesmo saber.

Acredito no poder do banho, de um cabelo limpo e uma cara lavada. Também não ando com restos de verniz nas unhas (muitas vezes) nem com roupa que assente pessimamente (acho eu).

De resto o mais certo é vestir a primeira coisa que tenho à mão, uns chinelos ou uns ténis e, se estiver muito bem disposta, bb cream e rímel.

Mas, se calhar, se me preocupasse um pouco mais, poderia esticar o cabelo, por um batom, pintar as unhas mais vezes, usar perfume... se calhar usar alguma coisa mais bonita de vez em quando... Mas quando penso bem a sério nisso apetece-me é ler um bocado mais, sair de casa, escrever mais, ouvir mais música e fazer outras coisas. Enfim...

De há uns anos para cá ninguém me apanha muitas vezes a correr lojas, muito menos em época de saldos embora compre quase tudo em saldos (online).

E uma das coisas que mais compro são vestidos. A cada ano que passa são mais coloridos, mais leves e mais simples. Daqueles que podem ser usados em qualquer ocasião, desde que se mudem os sapatos. :P

Este ano já comprei a minha conta, sempre pouco e sempre usados até mais não.

Deixo abaixo alguns exemplos do que compraria para mim, tudo a menos de 15 euros (um deles nem chega a 10 euros) e, curiosamente, muitos vermelhos.

 

Para verem preços e tamanhos disponíveis é só clicar nas imagens.


Qui | 05.07.18

Carla, a mãe chata

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A Lara estava na banheira a brincar, depois do banho, e eu estava com o Milton e a Maria na sala. Às vezes deixamo-la uns minutos a brincar na banheira enquanto fazemos outra coisa qualquer. Já tem 4 anos e julgo que é seguro mas fico sempre meio desconfortável quando não a estou a ver.


Eu: "Lara está tudo bem?"


Lara: "Sim!"

Eu: "Não te levantes, está bem?"

Lara: "Sim."

Passam 3 minutos. Continuo a ouvir splash splash.

Eu: "Lara tudo bem?"

Lara: "Siiiim."

Eu: "Não te levantes."

Lara: "Está bem." "Já disseste isso duas vezes e eu já ouvi duas vezes."

Ter | 03.07.18

Para fazer nas férias com os miúdos #3

Sair de casa munido de brinquedos, toalhas de praia e protetor solar.

Encontrar um sítio calmo na praia, de preferência perto de um café, que ainda não tenha sido descoberto por turistas.

Nós encontramos um espetacular que por estar meio desmazelado e "pouco embelezado" não parece atrair muita gente. Para nós, o café bom e o sossego de ter mesas e cadeiras à sombra só para nós, vale mais que qualquer decoração fantástica.

Uma boa dica é irem de manhã muito cedo, ao fim de semana para a praia. Tem sempre pouca gente.

Depois, é só usufruir de um café ou de uma bebida fresca, enquanto as crianças se divertem a brincar na areia. :D

 

 

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Seg | 02.07.18

Ela voltou a fazer chichi na cama

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A Lara fez o desfralde com pouco mais de dois anos, mesmo na altura em que a Maria nasceu. Um ano depois, fizemos o desfralde noturno.

Falei nisso aqui, aquiaqui e aqui.

Tudo corria bem até que, há uns meses, a Lara voltou a fazer chichi na cama vários dias seguidos.

A coisa era complicada porque ainda era inverno e a roupa demorava muito a secar, pelo que optámos por voltar a colocar fralda. Quando a fralda vinha seca muitos dias seguidos, tirávamos outra vez. E lá recomeçava o chichi na cama.

Quando veio o calor, decidimos retirar a fralda novamente. A roupa de cama é lavada e seca no próprio dia e achamos que, com 4 anos, seria um retrocesso voltar a usar fralda de noite. 

Com a chegada de mais um irmãozinho  creio que é natural a Lara ter alguns comportamentos diferentes, como fazer chichi na cama ou pedir mais atenção (nem tenho notado muito mais chamadas de atenção). Ou talvez seja mesmo assim e o facto de ir ter mais um irmão não esteja relacionado com isso. Não sei.

O que se passa é que, antes, a Lara vinha ter connosco de noite quando tinha vontade de fazer chichi e agora só o faz de vez em quando e depois de falarmos com ela nesse sentido.

O que fazemos é conversar muito com ela e tentar perceber de que forma podemos ajudar.

Nunca ralhamos com ela nem nos mostramos zangados. Não nos faz sentido isso. E ela, felizmente, também não fica muito aflita quando faz chichi, limitando-se a vir ter connosco e a avisar-nos calmamente. Lavamo-la, mudamos a roupa da caminha e ela volta a dormir tranquilamente.

Não a colocamos na nossa cama porque achamos que isso poderia ser um incentivo para ela fazer chichi na cama como o objetivo de dormir connosco.

Vamos falando com ela todos os dias, dizendo que, quando tiver vontade, deve vir ter connosco para irmos com ela à casa de banho. Que não faz mal levantar-se para fazer chichi (dizemos-lhe sempre que, depois de se deitar, só se deve levantar se tiver alguma necessidade urgente como fazer chichi ou cocó).

À noite, antes de nos irmos deitar - pelas 00h00 - colocamos-la sempre, mesmo meio a dormir, a fazer chichi.

Vamos ver como vai correndo. 

Ela não faz chichi na cama todos os dias. Na verdade fará umas duas vezes por semana ou menos. Mas era mesmo bom que deixasse de fazer quanto antes até porque vamos fazer o desfralde da Maria muito em breve e dois desfraldes ao mesmo tempo com um recém nascido em casa é coisa para nos deixar um bocadinho à beira de um ataque de nervos. :) 


 

Dom | 01.07.18

2 anos de Maria

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A Maria foi muito desejada. Mesmo muito.

Todos os meus filhos foram desejados mesmo quando vêm de surpresa mas a Maria representa o que sempre desejei desde pequena. Sempre disse que, a ter filhos, gostaria de ter mais que um.

O parto dela foi mais fácil que o da Lara e só foi necessário uma enfermeira parteira e uma assistente (apesar do parto estar a ser provocado há 3 dias, como o da Lara).

Emocionei-me imenso quando a vi e achei-a perfeita. Esta muito séria e até parecia zangada.

Hoje, com dois anos, ilumina tudo quando sorri e mais ainda quando dá gargalhadas que são muitas e sonoras.

Diz tudo e faz frases completa há algum tempo fazendo-se entender perfeitamente. Já sabe o nome do irmão e dá beijinhos e abracinhos na minha barriga (imitando a irmã).

É gorducha e comilona mas nunca come a sopa sem resistência. Gosta mesmo é de hidratos de carbono, a espertalhona. :D Mas gosta dos meus bolos sem açúcar e das papas de aveia que come todas as manhãs como se fossem a melhor coisa do mundo.

Come sozinha  e é muito desenrascada e independente.

Imita a irmã em tudo e ninguém lhe arranca gargalhadas como a Lara. Às vezes pede-lhe colo e abraça-a. Outras, foge dela quando a Lara lhe quer dar beijinhos.

Defende-se lindamente e, quando a Lara a contraria deixou de chorar e intervém com uns tabefes e uns puxões de cabelo. Estamos a trabalhar nisso.

Adora livros, tal como a irmã, mas também gosta de ver vídeos de plasticina no Youtube (aquilo é completamente viciante, até para mim).

Também gosta de bonecas, de brincar com os instrumentos médicos de plástico, de Lego, de desenhar, de abrir e fechar gavetas, de espalhar os sapatos todos pelo chão e tentar calça-los um a um mas de nada gosta tanto como de livros.

Não sabe o que é um jogo no Ipad.

Adora a creche e é raro o dia em que não foge para o recreio quando a vamos buscar.

Senta-se sempre de uma forma descontraída, de pernas cruzadas e, se possível, recostada. 

Adormece sem problemas e sozinha (nunca foi preciso embala-la) mas faz uma grande folia com a irmã antes de dormir.

Se estiver bem entretida, brinca bastante tempo sozinha, mas se quiser a nossa colaboração ou companhia agarra na nossa mão com força, leva-nos até onde quer e diz-nos onde sentar e o que fazer. Tem jeito para mandar. :)

Já teve um feitio muito mais inflexível mas agora já começa a conhecer a arte da negociação e já é mais fácil controlar as suas birras. 

Tem uma personalidade forte e muito cativante. É tão pequenina e, ao mesmo tempo, parece uma menina crescida.

É completamente parecida física e psicologicamente com o pai: é ponderada, não ri com qualquer coisa e quando caminha, é raro não embicar com qualquer coisa e bater contra a parede nas curvas (toda o seu pai).

Parece que nasceu ontem e, ao mesmo tempo, não consigo lembrar-me bem como era a vida antes dela. A Maria faz de nós uma família muito mais completa e feliz!